Madrugada, na sala uma luz azul, de um pequeno abajur.
Olho as paredes da minha casa. Há alguns anos nem em sonhos imaginaria esta cena. Eu e o silêncio da madrugada. Era algo impossível de viver, eu sozinha. Como já ouvi, frase de uma grande amiga: Eu me basto!
Não me sinto sozinha, tenho meus sonhos, lembranças: a dança, o amor vivido, a velocidade, minhas receitas, meus amigos. É muita gente, são tantos sentimentos, que não consigo lembrar de todos, de tudo.
Não tenho como estar sozinha, por que num instante a sala, o quarto, a cozinha ficam cheios, de memórias, algumas tristes, mas a maioria de alegrias, de risos, de amor, principalmente do amor pelas minhas paixões.....
SP, 08/nov/2012
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